A Linha do Sabor (Via Estreita) destinava-se a unir a estação do Pocinho (Via Larga), a 12 Km de Vila Nova de Foz Côa, a Miranda do Douro.
Feita numa época em que o entusiasmo pelos comboios começava a esmorecer, nunca atingiu o seu destino último: quedou-se por Duas Igrejas, pequena localidade perto de Miranda, e a estação tomou o nome de Miranda-Duas Igrejas. A linha demorou mais de 30 anos a concluir.
Eram 105 km a serpentear por entre campos de cereal, em pleno planalto mirandês. Grande parte do tráfego da linha era constituído por minério extraído da Serra do Reboredo e transladado à pazada no Pocinho para vagões de via larga.
A linha encerrou a todo o tráfego ferroviário em 1988 sendo que os carris foram levantados pela Refer já perto de 2000.
Ainda se pode ler nas estações (a maior parte em ruínas): Caminhos de Ferro do Estado. Com efeito, foi o Estado o seu construtor, tendo também ficado encarregue da exploração, o que fez sempre de forma pouco entusiástica, dado o negativo retorno económico da mesma.
O Sabor é, enquanto não desaparecer totalmente, visita obrigatória para aquele que deseja prestar uma homenagem ao trabalho dos homens, renegado pelos que lhe sucedem.
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A empresa de camionagem Santos nasceu com a necessidade de ligar a estação de comboios de Freixo de Espada a Cinta com a localidade, a mais de 18 kms de distância. Hoje, o seu negócio floresce, fazendo ligações directas a Lisboa, consumindo o comboio que lhe deu vida. Neste particular autocarro já eu fui muitas vezes para a escola, quando circulava com o laranja da Rodoviária Nacional na zona de Caneças. 2004-09-10 16:00:15 |
A estação de Miranda-Duas Igrejas assinalava o término da linha do Sabor. É a que se apresenta melhor conservada, denotando apego dos moradores da pequena localidade em que está implantada. 2004-09-10 14:53:56 |
A graciosidade da arquitectura do Sabor é visível até nas instalações de serviço público... 2004-09-10 14:00:52 |
A ponte do Pocinho. Impressionante estrutura rodo-ferroviária (comboios por cima, carros por baixo) está desde há alguns anos intransitável, presumo, que por risco de ruir. Para os carros não faz falta, que a barragem do Pocinho providenciou alternativa para a travessia e para os comboios parece que também não. 2003-07-31 15:49:09 |
Antiga passagem de nível em Vilar de Rei, pequena e soalheira aldeia perdida em pleno planalto mirandês. 2005-06-28 14:31:47 |
Aqui já passou o comboio... 2004-09-10 14:33:02 |
Aqui já se adquiriram bilhetes para a capital... mais de 8 horas de viagem, então. 2004-09-10 14:00:09 |
As bucólicas cenas de outros tempos, aqui nos levando num breve regresso ao passado. 2004-09-10 14:56:17 |
Caminhos de Ferro do Estado (...). Sem mais comentários. 2004-09-10 14:55:55 |
Consigo imaginar ali uma Mallet fumegante. Ainda que flutuando sobre carris imaginários. 2004-09-10 15:02:18 |
Do jardim merecedor de prémios de Miranda-Duas Igrejas, resta este pequeno esqueleto. Felizmente, ainda podemos admirar os viçosos jardins da Linha do Oeste. 2004-09-10 15:04:43 |
Era nestas carruagens que se admirava o planalto mirandês de comboio... 2003-03-21 15:09:35 |
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